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Podcast Direito & Arte retorna com análise de “Ainda Estou Aqui”; Ouça o novo episódio
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As advogadas Fernanda Barretto e Luciana Brasileiro, presidente e vice-presidente da Comissão de Direito e Arte do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, retomam as gravações do Podcast Direito & Arte com uma análise de “Ainda Estou Aqui” (2024), longa dirigido por Walter Salles, que concorre ao Oscar neste domingo (2).
O novo episódio do podcast Direito de Família & Arte, iniciativa da Comissão de mesmo nome do IBDFAM, já está disponível no Spotify. Ouça agora.
Durante o bate-papo, Luciana Brasileiro comenta o nome do filme: “Muito embora seja um homônimo do livro de Marcelo Rubens Paiva, esse título traz a sensação de estarmos sempre pensando e voltando a falar sobre o filme. A gente se vê em vários momentos em que a gente se sente resistindo a algo, buscando algo, a gente volta para o título que diz: ainda estou aqui”.
Segundo Luciana, tanto o livro quanto o filme são uma “grande declaração de amor” para Eunice Paiva. “(...) uma mulher extremamente resiliente, que está criando seus cinco filhos, contra tudo, contra todos, contra o sistema. Ela olha para um lado, olha para o outro… e sente falta de ter a sua família completa naquele momento, em que os filhos talvez não estejam nem percebendo ver aquele movimento acontecer.”
Fernanda Barretto assistiu duas vezes ao longa na sala de cinema, e pretende assistir por uma terceira. “É um filme para ser consumido, dirigido e deglutido em muitas etapas. A grande obra de arte é a que fica e se perpetua na gente, nas nossas reflexões e nos nossos diálogos.”
“Usando de pano de fundo uma tragédia coletiva tão grande como a ditadura militar (...), o grande mérito [do filme] é puxar para o individual, e mostrar que, ainda que muitas famílias tenham vivido aquilo, cada família é única e sentirá essas dores e essas perdas de forma particular e pessoal”, observa Fernanda.
Memória
Ao longo da conversa, as especialistas discutem a importância da memória e do diálogo para que a história não se repita. “A força desse filme vem também como uma resposta para um país no qual pessoas tentam negar a presença da ditadura.”
“Sim, a ditadura existiu. A gente precisa verbalizar e não esquecer para que isso não se repita na nossa história, nunca mais”, afirma Luciana Brasileiro.
Elas também avaliam a atuação de Fernanda Torres, ao lado da mãe, Fernanda Montenegro, e o reconhecimento que a obra tem recebido em premiações nacionais e internacionais. “Ainda vale a pena estar aqui, porque a vida presta”, diz Luciana.
Fernanda Barretto discute ainda sobre a importância de não romantizar o esforço feminino, de mulheres que, muitas vezes, são colocadas em um papel de resiliência. Segundo ela, mais que uma declaração de amor à Eunice Paiva, a obra é também uma declaração de amor a todas as mulheres. “A força maior do filme é feminina, ainda que o diretor e o autor da biografia sejam homens.”
Confira o bate-papo completo no Spotify.
Direito & Arte
O podcast é uma iniciativa da Comissão de Direito de Família e Arte do IBDFAM. O programa tem como objetivo democratizar o entendimento do Direito de Família por meio da conexão dos temas jurídicos com as mais variadas manifestações artísticas.
Por Débora Anunciação
Atendimento à imprensa: ascom@ibdfam.org.br