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Justiça declara ausência de homem desaparecido há mais de 30 anos e nomeia curadora
A 1ª Vara da Família da comarca de Joinville reconheceu judicialmente a ausência de um homem que deixou a convivência familiar há mais de três décadas e nunca mais foi localizado. Além da declaração de ausência, a decisão determinou a arrecadação de seus bens, direitos e interesses patrimoniais e nomeou um familiar para exercer a curadoria.
A medida foi requerida para resguardar a situação patrimonial do homem, que figura como herdeiro no inventário dos bens deixados por sua mãe. No curso do processo, duas filhas passaram a integrar a ação.
Segundo os autos, foram feitas diligências para tentar localizar o homem, mas nenhuma delas trouxe informações sobre seu paradeiro. Também foi apontada no processo a existência de companheira, que chegou a ser regularmente citada, mas não apresentou manifestação.
O Ministério Público opinou pela procedência do pedido. Como não há genitores vivos e a companheira não demonstrou interesse em assumir a curadoria, o encargo foi atribuído a uma familiar que acompanha a situação há muitos anos e atua como inventariante do espólio da mãe do ausente.
Na decisão, o magistrado determinou a adoção das providências legais cabíveis, entre elas a expedição dos editais exigidos em lei, a formalização da curatela mediante compromisso e os atos posteriores ao trânsito em julgado.
O processo tramita em segredo de Justiça.
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