Em nome da Mãe: o não reconhecimento paterno no Brasil
Ana Liési Thurler · Mulheres · 2011 · 1ª ed.
Em Nome da Mãe revela a herança do colonialismo ainda presente no país. O não reconhecimento paterno é o tema-chave do livro Em Nome da Mãe, em que a socióloga Ana Liési Thurler apresenta estimativas e interpretações sobre essa herança das relações coloniais e patriarcais, ainda presente no Brasil contemporâneo. Tratado como questão política – além de histórica, cultural e jurídica -, o reconhecimento paterno é abordado como questão de cidadania e de efetivação da democracia no livro que a ser lançado em Brasília em 8 de outubro no restaurante Carpe Diem, e em Belo Horizonte, durante o VII Congresso Nacional do Instituto Brasileiro de Direito das Famílias, no final de outubro. Resultado de pesquisas no doutorado da autora, Em Nome da Mãe teve pré-lançamento em Buenos Aires, no XXVII Congresso da Associação Latino-americana de Sociologia, no último dia 2 de setembro. No livro, Ana Liési Thurler investiga o não reconhecimento paterno como fenômeno social complexo e apresenta demandas pela universalização dos Direitos Reprodutivos, descriminalização do aborto, redistribuição de poder entre mulheres-mães e homens-pais e inversão do ônus da prova da paternidade. Em Nome da Mãe traz achados alentadores e desafiantes. No quadro dos registros de nascimento, por exemplo, onde a questão também se insere, o Brasil passou da incidência de 28,5% de sub-registro, em 1997, para 12,2%, dez anos depois. Entretanto, desafios permanecem – entre eles o de serem criadas condições para a redução de registros de nascimento sem a filiação paterna, para que o país faça valer na vida social os princípios republicanos de igualdade e justiça. A socióloga sugere ações e políticas a serem debatidas e implementadas pela sociedade e pelo Estado no livro, que certamente interessará a operadores de Direito e educadores, a cientistas sociais e a cidadãs e cidadãos desejosos de um Brasil mais justo, igualitário e feliz. ANA LIÉSI THURLER é doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria. Em Nome da Mãe revela a herança do colonialismo ainda presente no país. O não reconhecimento paterno é o tema-chave do livro Em Nome da Mãe, em que a socióloga Ana Liési Thurler apresenta estimativas e interpretações sobre essa herança das relações coloniais e patriarcais, ainda presente no Brasil contemporâneo. Tratado como questão política – além de histórica, cultural e jurídica -, o reconhecimento paterno é abordado como questão de cidadania e de efetivação da democracia no livro que a ser lançado em Brasília em 8 de outubro no restaurante Carpe Diem, e em Belo Horizonte, durante o VII Congresso Nacional do Instituto Brasileiro de Direito das Famílias, no final de outubro. Resultado de pesquisas no doutorado da autora, Em Nome da Mãe teve pré-lançamento em Buenos Aires, no XXVII Congresso da Associação Latino-americana de Sociologia, no último dia 2 de setembro. No livro, Ana Liési Thurler investiga o não reconhecimento paterno como fenômeno social complexo e apresenta demandas pela universalização dos Direitos Reprodutivos, descriminalização do aborto, redistribuição de poder entre mulheres-mães e homens-pais e inversão do ônus da prova da paternidade. Em Nome da Mãe traz achados alentadores e desafiantes. No quadro dos registros de nascimento, por exemplo, onde a questão também se insere, o Brasil passou da incidência de 28,5% de sub-registro, em 1997, para 12,2%, dez anos depois. Entretanto, desafios permanecem – entre eles o de serem criadas condições para a redução de registros de nascimento sem a filiação paterna, para que o país faça valer na vida social os princípios republicanos de igualdade e justiça. A socióloga sugere ações e políticas a serem debatidas e implementadas pela sociedade e pelo Estado no livro, que certamente interessará a operadores de Direito e educadores, a cientistas sociais e a cidadãs e cidadãos desejosos de um Brasil mais justo, igualitário e feliz. ANA LIÉSI THURLER é doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria.