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IBDFAM realiza seminário para discutir protocolo de gênero no Direito das Famílias

Desde que foi lançado, em 2021, o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, alterou o paradigma da busca por equidade entre gêneros na Justiça. Obrigatório desde 2023, ele possibilita uma abordagem atenta às desigualdades e que considera as vulnerabilidades das partes e, em especial, das mulheres, o […]

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Desde que foi lançado, em 2021, o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, alterou o paradigma da busca por equidade entre gêneros na Justiça. Obrigatório desde 2023, ele possibilita uma abordagem atenta às desigualdades e que considera as vulnerabilidades das partes e, em especial, das mulheres, o que faz dele uma ferramenta essencial para o Direito das Famílias.

Para compreender melhor essa função, o Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM realiza, na próxima segunda-feira (7), o Seminário sobre Direito das Famílias e a Aplicação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero. O evento on-line, via Zoom, será das 14h30 às 19h. As inscrições seguem abertas.

A advogada Ana Paula de Oliveira Antunes, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, seção Santa Catarina – IBDFAM-SC, afirma que o evento pretende divulgar a urgência de aplicar o Protocolo tanto no Judiciário quanto nas instituições extrajudiciais.

Segundo ela, as regras promovem um olhar “mais cuidadoso em casos que envolvem questões de gênero e vulnerabilidade”. “As diretrizes devem ser seguidas por juízes, promotores e outros profissionais, assegurando que os processos recebam tratamento diferenciado, evitando abordagens comuns e buscando soluções mais humanas e justas”, afirma.

A advogada argumenta que a relação entre o Protocolo e o Direito das Famílias é direta e simbiótica. Segundo ela, as regras podem ser aplicadas em diversas situações que tratam da relação entre pais e filhos, alimentos, patrimônio, cuidado dos filhos, trabalho doméstico, além da proteção de mulheres negras, idosas e trans.

“O protocolo amplia essa proteção. Portanto, trabalhar com Direito das Famílias hoje está diretamente ligado à compreensão e à aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero”, defende.

O Seminário também marca a criação da Comissão de Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do IBDFAM, que será presidida por Ana Paula de Oliveira Antunes. Ela conta que a ideia da comissão nasceu no IBDFAM-SC, que foi pioneiro ao criar uma comissão temática sobre o assunto.

“A criação da Comissão Nacional busca a expansão do conhecimento de modo a fortalecer a temática do Direito das Famílias sobre a perspectiva de gênero, em cada um dos estados, e também em todos os países de língua portuguesa em que o IBDFAM está instaurado, tornando o nosso país pioneiro na aplicação como forma de combate à violência de gênero institucional”, afirma.

A advogada prevê que a Comissão irá aprofundar o conhecimento e difundi-lo através de estudos, cursos, palestras e congressos sobre o tema para impactar magistrados, promotores, operadores do direito, advogados e advogadas. Com isso, ela pretende disseminar a aplicabilidade do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero em âmbito nacional.

“A Comissão quer ter um impacto significativo, tanto na esfera judicial quanto na extrajudicial, estimulando o conhecimento e qualificando os profissionais do Direito envolvidos com essa temática”, explica.

Por ora, o Seminário sobre Direito das Famílias e a Aplicação do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero marca o lançamento da Comissão. Em breve, será divulgado o edital de convocação para associados ao IBDFAM interessados em participar. Além disso, estão previstas reuniões mensais para tratar de questões relativas aos trabalhos dos membros. 

Por Guilherme Gomes

Em breve. Depende do e-mail oficial do IBDFAM.