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Dica IBDFAM: Racismo Estrutural, de Silvio Almeida, expõe cultura do embranquecimento no Brasil

Com o livro Racismo Estrutural, o advogado, filósofo e professor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute a estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira. Leitura fundamental para iniciar os estudos sobre o tema, a publicação integra a coleção Feminismos Plurais, da filósofa Djamila Ribeiro, e ajuda a compreender como a discriminação é estruturada […]

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Com o livro Racismo Estrutural, o advogado, filósofo e professor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute a estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira. Leitura fundamental para iniciar os estudos sobre o tema, a publicação integra a coleção Feminismos Plurais, da filósofa Djamila Ribeiro, e ajuda a compreender como a discriminação é estruturada e naturalizada no Brasil.

“É um livro que trata sobre o contexto histórico e atualizado da questão racial no Brasil e mostra por que temos uma cultura de embranquecimento”, define a advogada Caroline Vidal, vice-presidente da Comissão de Diversidade Racial e Etnia do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM.

Segundo a ibdermana, Silvio Almeida revela a prática de ignorar a problemática racial no Brasil. Para isso, o autor relembra a história do país, desde a escravidão, passando pelo período pós-abolição e evideciando os resquícios daquela época que sobrevivem nas relações contemporâneas.

“Personagens negros importantes para a história do nosso país foram apagados, inclusive nosso maior escritor, Machado de Assis”, comenta a advogada. Ela lembra que, por muitos anos, as capas dos livros do literário embranqueceram sua imagem para vender a ilusão de que ele era um homem branco.

Leitura obrigatória

Entre os destaques citados por Caroline Vidal está o fato de o livro explicar por que mulheres negras seguem à margem da sociedade e raramente ocupam cargos de poder. O autor também dá uma concepção de racismo individual, institucional e estrutural, mostra como a Justiça opera sob o ponto de vista racial e qual a importância da representatividade nesse contexto.

O conteúdo tem grande valor para os profissionais do Direito. “Deveria ser uma leitura obrigatória para todos os cursos, porque deixa claro como a história não nos abrange. Não aprendemos na nossa educação formal, nas escolas, a história de fato como ela é. Aprendemos o que é contado por meio da visão de pessoas brancas”, comenta Caroline Vidal.

Segundo a advogada, o livro também tem muito a abarcar ao Direito de Família, que abrange questões raciais e sociais. “Precisamos ter ciência da desigualdade que existe no Brasil. Esse processo de entender como funciona a estrutura racista do nosso país é entender como funciona o Judiciário e o Legislativo e também como é possível quebrar, pouco a pouco, os estereótipos e esse próprio contexto racista.”

RACISMO ESTRUTURAL
Autor: Silvio Almeida. Coleção Feminismos Plurais, coordenada por Djamila Ribeiro. Editora: Jandaíra. Saiba mais.

Em breve. Depende do e-mail oficial do IBDFAM.