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Violência patrimonial: dependência financeira pode perpetuar ciclos de opressão contra mulheres, alerta presidente do IBDFAM
18/09/2025 Fonte: Folha de S.PauloEm matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo sobre a violência patrimonial contra mulheres, o advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, esclarece que a agressão ocorre quando a parte econômica mais forte na relação abusa de seu poder sobre a administração dos bens comuns e não repassa os frutos desse patrimônio, o que gera uma situação de opressão.
Ele conta a história de uma mulher que queria parar de trabalhar por alguns meses para ter um filho e viajar com o marido. Em acordo judicial, porém, ela pediu uma espécie de salário ao cônjuge, para manter sua autonomia financeira. "Ele achou que ela teria que agradecer, porque pagaria tudo e ela não precisaria se preocupar com as despesas, mesmo se ela cuidasse do filho", diz. O casamento terminou, segundo ele.
O especialista acrescenta que, em caso de separação, muitas mulheres acreditam que a pensão só pode ser requerida em nome dos filhos. Segundo ele, além da pensão tradicional, existe a pensão compensatória, voltada para situações em que a mulher se afastou do mercado de trabalho para cuidar da família. "Se ela sai do casamento apenas com patrimônio, sem renda, vai consumir tudo em poucos anos e ficará desamparada. A pensão compensatória ajuda a corrigir essa desigualdade e valorizar o trabalho invisível que ela desempenhou", afirma.